Há pouco tempo, o Instituto Nacional de Estatística, realizou um estudo sobre o rendimento per capita dos concelhos do Distrito de Coimbra e que referia que o Concelho de Penacova, em 17 concelhos, se encontrava na 15ª posição empatado com o Concelho de Penela. Atrás de nós, só o Concelho da Pampilhosa da Serra.
Isto é muito preocupante: quer dizer que, em média, os rendimentos dos penacovenses são ultrapassados por todos os cidadãos do Distrito, excepto os residentes nos Concelhos de Penela e Pampilhosa da Serra. Só que estes concelhos têm obvias dificuldades acrescidas quando comparados com o nosso…
Segundo dados da mesma Entidade, o nosso Concelho é aquele que possui menos postos de trabalho na sua área geográfica, atendendo à população activa, o que se comprova com dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional, uma vez que o Concelho de Penacova é daqueles que tem mais população desempregada nos 17 concelhos do Distrito de Coimbra.
Quer isto dizer, que sem trabalho, os cidadãos não têm onde ganhar a sua vida, vivendo com rendimentos mais baixos tendo, portanto, maiores dificuldades!
O nosso concelho tem, atendendo à população activa, um deficit de cerca de 1000 postos de trabalho.
Ora, isto deve-se a quê?
Deve-se a uma total falta de politica de emprego por parte da Câmara Municipal e dos seus responsáveis ao longo dos anos…
Somos o único concelho que conheço (e tenho o privilégio de conhecer muitos) que não tem uma única zona industrial, moderna e atractiva.
Há 20 anos, que ouvimos falar em zonas industriais no nosso concelho.
Alguém conhece alguma? Claro que não!
O problema, é que o Sr. Presidente da Câmara Municipal (há quase 20 anos na autarquia, sem nunca ter feito mais nada que lhe seja reconhecido) e a sua equipa (equipa fraca, segundo opinião do próprio Presidente da Autarquia), não têm nem nunca tiveram uma estratégia nem um plano para a criação e captação de emprego no nosso Concelho.
Alguém lhes conhece alguma ideia? Claro que não!
Alguém lhes conhece algum plano estruturado? Claro que não!
Alguém lhes conhece alguma preocupação? Claro que não!
Os únicos postos de trabalho com que estão realmente preocupados, Presidente, Vereadores a Tempo Inteiro e Assessores, são os seus próprios postos de trabalho, na ausência de outros que não lhes são conhecidos nem reconhecidos.
Daqui resulta, que o nosso concelho está atrasado, pobre e com o desenvolvimento futuro comprometido. Está em causa, naturalmente, o bem estar das populações, bem como, a prazo, a sobrevivência social e económica do próprio concelho.
Em terras onde não há emprego as famílias não se fixam. Sem trabalho, não há pessoas. Onde não há pessoas não há restaurantes, não há cafés, não há comércio, não há mercado, as escolas fecham e as aldeias ficam desertas. É este o nosso actual panorama!
A questão que se coloca, é que sem trabalho que permita às nossas famílias ganharem honestamente e merecidamente a sua vida, cada vez mais gente abandonará o nosso concelho e partirá para concelhos vizinhos.
Quantas famílias conhece cada um de nós que se mudaram para concelhos vizinhos porque é lá que conseguem o seu trabalho? Muitas certamente!
Da minha geração, colegas de escola em Penacova, são muitos aqueles que foram viver para Poiares, Lousã, Miranda, Arganil, Tábua e Mortágua.
E porquê? Porque estes concelhos, como muitos outros, desenvolveram e desenvolvem zonas industriais onde instalam inúmeras empresas. Cada um destes parques industriais, possui largas centenas (alguns para cima de 1000) postos de trabalho. Por isso, fixam as suas populações, captam outras, criam riqueza e os seus cidadãos vivem melhor.
E nós por cá? Continuamos na mesma: lentamente, ao ritmo que esta autarquia nos habitou (lenta, quando anda, parada a maior parte das vezes), a tentar concretizar zonas industriais dignas desse nome. Não sabemos é quando estarão prontas! Será que daqui a mais 20 anos?
E se, e quando estiverem prontas, alguém conhece alguma ideia aos responsáveis da Autarquia como as utilizar, rentabilizar e colocar ao serviço do bem comum? Eu não conheço!
Uma politica de criação e fixação de emprego para o nosso Concelho, precisa, com urgência:
- De modernas e atractivas zonas industriais, que permitam a instalação e crescimento das empresas do concelho mas que permitam também a instalação de empresas vindas de fora e que sejam criadoras de emprego e riqueza. Uma aposta clara na captação de indústria produtiva não poluente que traga e crie umas centenas de postos de trabalho é fundamental;
- De realizar contactos com a Universidade de Coimbra e/ou o Instituto Politécnico de Coimbra, aproveitando a proximidade geográfica, e concretizar a instalação de uma incubadora de empresas em parceria. É fundamental identificar em conjunto com estas Entidades áreas específicas de investimento e desenvolvimento que criem emprego e riqueza;
- De apoiar activamente o empreendedorismo jovem e aos empresários locais dando incentivos e criando condições para que mais empresas surjam e para que as empresas existentes no nosso concelho se consolidem no mercado e dessa forma cresçam, criando mais emprego e riqueza;
, De fomentar o turismo, - que sempre tem sido tão mal tratado e de que é exemplo anedótico da má gestão reinante a trapalhada do Sr. Presidente da Câmara à volta do Hotel de Penacova - onde temos condições únicas, com rios, serras, monumentos, etc., fomentando práticas desportivas e de lazer que criem movimento e revitalizem a restauração e o comércio local.
Para isso, temos ainda os fundos comunitários disponíveis até ao ano de 2013 e é imprescindível competência e rigor para aproveitar os financiamentos disponíveis e concretizar os investimentos.
Estes são passos fundamentais que o nosso Concelho tem de dar rumo ao desenvolvimento. Sem eles, continuaremos no mesmo marasmo e atraso que temos vivido nos últimos anos.
Isto é muito preocupante: quer dizer que, em média, os rendimentos dos penacovenses são ultrapassados por todos os cidadãos do Distrito, excepto os residentes nos Concelhos de Penela e Pampilhosa da Serra. Só que estes concelhos têm obvias dificuldades acrescidas quando comparados com o nosso…
Segundo dados da mesma Entidade, o nosso Concelho é aquele que possui menos postos de trabalho na sua área geográfica, atendendo à população activa, o que se comprova com dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional, uma vez que o Concelho de Penacova é daqueles que tem mais população desempregada nos 17 concelhos do Distrito de Coimbra.
Quer isto dizer, que sem trabalho, os cidadãos não têm onde ganhar a sua vida, vivendo com rendimentos mais baixos tendo, portanto, maiores dificuldades!
O nosso concelho tem, atendendo à população activa, um deficit de cerca de 1000 postos de trabalho.
Ora, isto deve-se a quê?
Deve-se a uma total falta de politica de emprego por parte da Câmara Municipal e dos seus responsáveis ao longo dos anos…
Somos o único concelho que conheço (e tenho o privilégio de conhecer muitos) que não tem uma única zona industrial, moderna e atractiva.
Há 20 anos, que ouvimos falar em zonas industriais no nosso concelho.
Alguém conhece alguma? Claro que não!
O problema, é que o Sr. Presidente da Câmara Municipal (há quase 20 anos na autarquia, sem nunca ter feito mais nada que lhe seja reconhecido) e a sua equipa (equipa fraca, segundo opinião do próprio Presidente da Autarquia), não têm nem nunca tiveram uma estratégia nem um plano para a criação e captação de emprego no nosso Concelho.
Alguém lhes conhece alguma ideia? Claro que não!
Alguém lhes conhece algum plano estruturado? Claro que não!
Alguém lhes conhece alguma preocupação? Claro que não!
Os únicos postos de trabalho com que estão realmente preocupados, Presidente, Vereadores a Tempo Inteiro e Assessores, são os seus próprios postos de trabalho, na ausência de outros que não lhes são conhecidos nem reconhecidos.
Daqui resulta, que o nosso concelho está atrasado, pobre e com o desenvolvimento futuro comprometido. Está em causa, naturalmente, o bem estar das populações, bem como, a prazo, a sobrevivência social e económica do próprio concelho.
Em terras onde não há emprego as famílias não se fixam. Sem trabalho, não há pessoas. Onde não há pessoas não há restaurantes, não há cafés, não há comércio, não há mercado, as escolas fecham e as aldeias ficam desertas. É este o nosso actual panorama!
A questão que se coloca, é que sem trabalho que permita às nossas famílias ganharem honestamente e merecidamente a sua vida, cada vez mais gente abandonará o nosso concelho e partirá para concelhos vizinhos.
Quantas famílias conhece cada um de nós que se mudaram para concelhos vizinhos porque é lá que conseguem o seu trabalho? Muitas certamente!
Da minha geração, colegas de escola em Penacova, são muitos aqueles que foram viver para Poiares, Lousã, Miranda, Arganil, Tábua e Mortágua.
E porquê? Porque estes concelhos, como muitos outros, desenvolveram e desenvolvem zonas industriais onde instalam inúmeras empresas. Cada um destes parques industriais, possui largas centenas (alguns para cima de 1000) postos de trabalho. Por isso, fixam as suas populações, captam outras, criam riqueza e os seus cidadãos vivem melhor.
E nós por cá? Continuamos na mesma: lentamente, ao ritmo que esta autarquia nos habitou (lenta, quando anda, parada a maior parte das vezes), a tentar concretizar zonas industriais dignas desse nome. Não sabemos é quando estarão prontas! Será que daqui a mais 20 anos?
E se, e quando estiverem prontas, alguém conhece alguma ideia aos responsáveis da Autarquia como as utilizar, rentabilizar e colocar ao serviço do bem comum? Eu não conheço!
Uma politica de criação e fixação de emprego para o nosso Concelho, precisa, com urgência:
- De modernas e atractivas zonas industriais, que permitam a instalação e crescimento das empresas do concelho mas que permitam também a instalação de empresas vindas de fora e que sejam criadoras de emprego e riqueza. Uma aposta clara na captação de indústria produtiva não poluente que traga e crie umas centenas de postos de trabalho é fundamental;
- De realizar contactos com a Universidade de Coimbra e/ou o Instituto Politécnico de Coimbra, aproveitando a proximidade geográfica, e concretizar a instalação de uma incubadora de empresas em parceria. É fundamental identificar em conjunto com estas Entidades áreas específicas de investimento e desenvolvimento que criem emprego e riqueza;
- De apoiar activamente o empreendedorismo jovem e aos empresários locais dando incentivos e criando condições para que mais empresas surjam e para que as empresas existentes no nosso concelho se consolidem no mercado e dessa forma cresçam, criando mais emprego e riqueza;
, De fomentar o turismo, - que sempre tem sido tão mal tratado e de que é exemplo anedótico da má gestão reinante a trapalhada do Sr. Presidente da Câmara à volta do Hotel de Penacova - onde temos condições únicas, com rios, serras, monumentos, etc., fomentando práticas desportivas e de lazer que criem movimento e revitalizem a restauração e o comércio local.
Para isso, temos ainda os fundos comunitários disponíveis até ao ano de 2013 e é imprescindível competência e rigor para aproveitar os financiamentos disponíveis e concretizar os investimentos.
Estes são passos fundamentais que o nosso Concelho tem de dar rumo ao desenvolvimento. Sem eles, continuaremos no mesmo marasmo e atraso que temos vivido nos últimos anos.
Pedro Coimbra
3 comentários:
Pedro avança com o toda a confiança!
Força Pedro! Um abraço.
Só falta dizer aqui que o PDM foi "desviado", por força das circunstâncias, para a construção do LIDL. Por o terreno em causa, anteriormente, ter sido de quem era! Muitos interesses á volta disso! No antigo PDM era uma Zona Verde, que passou a Zona Urbanizável para se construir esse supermercado!
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