O Partido Socialista de Penacova, votou recentemente contra as Grandes Opções do Plano e Contra o Orçamento apresentado pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Penacova e restantes responsáveis do executivo.
E fê-lo em consciência, quer em sede de Sessão de Câmara através dos seus Vereadores, quer em sede de Assembleia Municipal através dos seus Deputados Municipais.
Fê-lo sozinho, o que também prova que é a única força política concelhia com ideias claras e que se apresenta como única alternativa para o concelho, uma vez que até a CDU votou a favor na Assembleia Municipal, provando, se dúvidas houvesse, que não é solução mas antes aliada do PSD e do marasmo em que estamos.
O Partido Socialista votou contra, sobretudo, pelo respeito que tem ao dinheiro dos contribuintes e dos cidadãos do nosso concelho que também contribuem para um orçamento municipal de quase 17 000 000.00€ (quase 3 400 000.00 contos na moeda antiga) e que não vêm tanto dinheiro traduzido em desenvolvimento e qualidade de vida.
Não se vê, como tem sido habitual ao longo destes anos, qualquer rasgo, qualquer ideia, qualquer capacidade de empreender ou qualquer capacidade de inovar!
Mais do mesmo… O cinzentismo habitual deste executivo!
Trata-se de um orçamento de gestão corrente, sem estratégia de desenvolvimento, sem identificar áreas prioritárias, aproveitando apenas (alguns) investimentos elegíveis por dinheiro da União Europeia (QREN) e de que são exemplo a Biblioteca Municipal e os Centros Educativos, mas deixando outras grandes oportunidades de fora!
Louva-se o aumento do apoio prestado a algumas IPSS do concelho com investimentos em curso através do apoio do Estado (investimento a fundo perdido acrescidos de acordos de cooperação para apoio à sua gestão). Mas os apoios agora prestados pela autarquia, que antes eram dos mais baixos do distrito, não são mais do que uma obrigação política e até moral, como foi defendido e proposto - está escrito e gravado – pelos autarcas do Partido Socialista.
Mas é pouco! Muito pouco, para um concelho tão subdesenvolvido, com tantos problemas sociais, com tanta falta de infra-estruturas e com tantas carências!
Nada se vê ao nível de politica de criação e fixação de emprego. As zonas industriais, que se encontram com 20 anos de atraso, continuam esquecidas e a evoluírem lentamente e sem se saber muito bem como e com que objectivos. Nem se sabe, se algum dia estarão prontas ou quando estiverem, o que lá se instalará ou que parcerias se desenvolverão. Uma total desorientação, sem rumo e sem critério! Continua o incentivo da autarquia para que, ano após ano, mais gente vá trabalhar e viver para concelhos vizinhos onde encontra o seu posto de trabalho, compra ou constrói a sua residência, cria a sua família e consome os bens essenciais do dia a dia.
O turismo continua a ser uma miragem. Carros, autocarros e pessoas de passagem; rios e margens abandonadas sem promoção do lazer e de eventos desportivos; hotelaria sem iniciativas locais organizadas pela autarquia que potenciem as dormidas; praias fluviais sem condições e sem frequentadores; albufeiras esquecidas e sem qualquer estratégia para o seu aproveitamento; moinhos vazios; serras sem qualquer aproveitamento económico, desportivo ou de lazer; Mosteiro de Lorvão sem estratégia que aumente a soa visibilidade e número de visitantes; etc., etc.. É esta a politica turística que a nossa autarquia nos apresentou para 2009! E, já sabemos, quando é assim, menos gente haverá a fazer compras no comércio local, menos gente nos restaurantes, menos gente nos cafés e pastelarias, menos carros nos postos de combustíveis, menos gente na hotelaria, enfim, menos economia e desenvolvimento local.
Habitação social não existe, não estão identificadas as necessidades (para além daquelas que todos constatamos) nem se prevêem quaisquer investimentos. Continuam, aqueles que mais necessitam, sem apoios fundamentais da autarquia às necessidades mais básicas e direitos mais fundamentais de qualquer cidadão.
Mas muitas outras áreas fundamentais que podiam mudar ou ajudar a mudar o subdesenvolvimento e pobreza do nosso concelho, bem como melhorar a qualidade de vida das nossas populações, continuam esquecidas.
Investimentos como os que abaixo se indicam, e que o Partido Socialista tem defendido, são fundamentais e muitos deles têm enquadramento no âmbito dos apoios da União Europeia:
- Criação de um espaço único que possibilite a integração dos diferentes Serviços Públicos (incluindo Serviços Camarários). Deve ser combinado com o desenvolvimento de novas zonas de implantação de Serviços Públicos, nomeadamente Loja do Cidadão.
- Recuperação dos aglomerados de Moinhos de Vento e Água, para fins turísticos.
- Reabilitação das zonas ribeirinhas do concelho, dotando-as de condições de lazer e desportivas.
- Promoção do aproveitamento turístico das Albufeiras do Concelho;
- Criação de parque desportivo e de lazer, com piscina e pavilhão Multi-Usos, nas vilas de S. Pedro de Alva e Lorvão.
- Construção de Novo Mercado Municipal, em novo Centro Urbano a criar e desenvolver.
- Construção de Centro Coordenador de Transportes, integrado com o desenvolvimento de uma Rede de Transportes de Passageiros no Concelho, em novo Centro Urbano a criar e desenvolver.
- Parque de Exposições Multi-Usos na Freguesia de Sazes, incluindo criação de acessibilidades, no lugar de Espinheira, para apoio à realização da feira mensal e outros eventos.
- Desenvolvimento, com respectiva infra-estruturação, de novas zonas urbanísticas (sobretudo na vila de Penacova que se encontra sem capacidade de crescimento urbano) que permitam a construção de habitação a preços controlados e que fomentem a fixação das famílias, serviços públicos e/ou privados.
- Construção de Rede de Saneamento com as respectivas ETAR´s em todos os aglomerados urbanos que o justifiquem.
- Construção de via rodoviária variante a Penacova, com ligação às Freguesias de Lorvão (Chelo), Figueira de Lorvão (Sernelha) e Sazes (Nó rodoviário de Espinheira), em que se incluem os troços há muito programados de passagem pela Abarqueira e Serra do Viso.
- Criação de ligação com bom nível de serviço entre Lorvão e Coimbra, com construção de um novo troço entre Lorvão e Aveleira.
- Potenciar e criar condições para o desenvolvimento de projectos no sector de actividade das energias renováveis, em especial no âmbito da energia eólica, biomassa e produção / utilização de hidrogénio.
- Construção de Zonas Industriais, devidamente infra-estruturadas prevendo-se numa delas um Parque com Incubadora de Empresas, alimentado com parcerias com agentes económicos e universidades / escolas politécnicas.
- Promoção do desenvolvimento de um “Cluster” em actividade a identificar através de estudo de mercado e científico.
- Promoção da agricultura biológica, em conjunto com as Escolas do Concelho, Escola Superior Agrária de Coimbra e parceiros privados.
- Promoção da construção de habitação social, destinada a famílias mais carenciadas.
Ou seja, com quase 17 000 000.00€ (cerca de 3 400 000.00 contos) de orçamento camarário, com os investimentos do Estado no concelho e com os apoios da União Europeia (QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional), não falta dinheiro à autarquia para desenvolver o concelho…
O que falta é competência, arte e engenho!!!
Pedro Coimbra
E fê-lo em consciência, quer em sede de Sessão de Câmara através dos seus Vereadores, quer em sede de Assembleia Municipal através dos seus Deputados Municipais.
Fê-lo sozinho, o que também prova que é a única força política concelhia com ideias claras e que se apresenta como única alternativa para o concelho, uma vez que até a CDU votou a favor na Assembleia Municipal, provando, se dúvidas houvesse, que não é solução mas antes aliada do PSD e do marasmo em que estamos.
O Partido Socialista votou contra, sobretudo, pelo respeito que tem ao dinheiro dos contribuintes e dos cidadãos do nosso concelho que também contribuem para um orçamento municipal de quase 17 000 000.00€ (quase 3 400 000.00 contos na moeda antiga) e que não vêm tanto dinheiro traduzido em desenvolvimento e qualidade de vida.
Não se vê, como tem sido habitual ao longo destes anos, qualquer rasgo, qualquer ideia, qualquer capacidade de empreender ou qualquer capacidade de inovar!
Mais do mesmo… O cinzentismo habitual deste executivo!
Trata-se de um orçamento de gestão corrente, sem estratégia de desenvolvimento, sem identificar áreas prioritárias, aproveitando apenas (alguns) investimentos elegíveis por dinheiro da União Europeia (QREN) e de que são exemplo a Biblioteca Municipal e os Centros Educativos, mas deixando outras grandes oportunidades de fora!
Louva-se o aumento do apoio prestado a algumas IPSS do concelho com investimentos em curso através do apoio do Estado (investimento a fundo perdido acrescidos de acordos de cooperação para apoio à sua gestão). Mas os apoios agora prestados pela autarquia, que antes eram dos mais baixos do distrito, não são mais do que uma obrigação política e até moral, como foi defendido e proposto - está escrito e gravado – pelos autarcas do Partido Socialista.
Mas é pouco! Muito pouco, para um concelho tão subdesenvolvido, com tantos problemas sociais, com tanta falta de infra-estruturas e com tantas carências!
Nada se vê ao nível de politica de criação e fixação de emprego. As zonas industriais, que se encontram com 20 anos de atraso, continuam esquecidas e a evoluírem lentamente e sem se saber muito bem como e com que objectivos. Nem se sabe, se algum dia estarão prontas ou quando estiverem, o que lá se instalará ou que parcerias se desenvolverão. Uma total desorientação, sem rumo e sem critério! Continua o incentivo da autarquia para que, ano após ano, mais gente vá trabalhar e viver para concelhos vizinhos onde encontra o seu posto de trabalho, compra ou constrói a sua residência, cria a sua família e consome os bens essenciais do dia a dia.
O turismo continua a ser uma miragem. Carros, autocarros e pessoas de passagem; rios e margens abandonadas sem promoção do lazer e de eventos desportivos; hotelaria sem iniciativas locais organizadas pela autarquia que potenciem as dormidas; praias fluviais sem condições e sem frequentadores; albufeiras esquecidas e sem qualquer estratégia para o seu aproveitamento; moinhos vazios; serras sem qualquer aproveitamento económico, desportivo ou de lazer; Mosteiro de Lorvão sem estratégia que aumente a soa visibilidade e número de visitantes; etc., etc.. É esta a politica turística que a nossa autarquia nos apresentou para 2009! E, já sabemos, quando é assim, menos gente haverá a fazer compras no comércio local, menos gente nos restaurantes, menos gente nos cafés e pastelarias, menos carros nos postos de combustíveis, menos gente na hotelaria, enfim, menos economia e desenvolvimento local.
Habitação social não existe, não estão identificadas as necessidades (para além daquelas que todos constatamos) nem se prevêem quaisquer investimentos. Continuam, aqueles que mais necessitam, sem apoios fundamentais da autarquia às necessidades mais básicas e direitos mais fundamentais de qualquer cidadão.
Mas muitas outras áreas fundamentais que podiam mudar ou ajudar a mudar o subdesenvolvimento e pobreza do nosso concelho, bem como melhorar a qualidade de vida das nossas populações, continuam esquecidas.
Investimentos como os que abaixo se indicam, e que o Partido Socialista tem defendido, são fundamentais e muitos deles têm enquadramento no âmbito dos apoios da União Europeia:
- Criação de um espaço único que possibilite a integração dos diferentes Serviços Públicos (incluindo Serviços Camarários). Deve ser combinado com o desenvolvimento de novas zonas de implantação de Serviços Públicos, nomeadamente Loja do Cidadão.
- Recuperação dos aglomerados de Moinhos de Vento e Água, para fins turísticos.
- Reabilitação das zonas ribeirinhas do concelho, dotando-as de condições de lazer e desportivas.
- Promoção do aproveitamento turístico das Albufeiras do Concelho;
- Criação de parque desportivo e de lazer, com piscina e pavilhão Multi-Usos, nas vilas de S. Pedro de Alva e Lorvão.
- Construção de Novo Mercado Municipal, em novo Centro Urbano a criar e desenvolver.
- Construção de Centro Coordenador de Transportes, integrado com o desenvolvimento de uma Rede de Transportes de Passageiros no Concelho, em novo Centro Urbano a criar e desenvolver.
- Parque de Exposições Multi-Usos na Freguesia de Sazes, incluindo criação de acessibilidades, no lugar de Espinheira, para apoio à realização da feira mensal e outros eventos.
- Desenvolvimento, com respectiva infra-estruturação, de novas zonas urbanísticas (sobretudo na vila de Penacova que se encontra sem capacidade de crescimento urbano) que permitam a construção de habitação a preços controlados e que fomentem a fixação das famílias, serviços públicos e/ou privados.
- Construção de Rede de Saneamento com as respectivas ETAR´s em todos os aglomerados urbanos que o justifiquem.
- Construção de via rodoviária variante a Penacova, com ligação às Freguesias de Lorvão (Chelo), Figueira de Lorvão (Sernelha) e Sazes (Nó rodoviário de Espinheira), em que se incluem os troços há muito programados de passagem pela Abarqueira e Serra do Viso.
- Criação de ligação com bom nível de serviço entre Lorvão e Coimbra, com construção de um novo troço entre Lorvão e Aveleira.
- Potenciar e criar condições para o desenvolvimento de projectos no sector de actividade das energias renováveis, em especial no âmbito da energia eólica, biomassa e produção / utilização de hidrogénio.
- Construção de Zonas Industriais, devidamente infra-estruturadas prevendo-se numa delas um Parque com Incubadora de Empresas, alimentado com parcerias com agentes económicos e universidades / escolas politécnicas.
- Promoção do desenvolvimento de um “Cluster” em actividade a identificar através de estudo de mercado e científico.
- Promoção da agricultura biológica, em conjunto com as Escolas do Concelho, Escola Superior Agrária de Coimbra e parceiros privados.
- Promoção da construção de habitação social, destinada a famílias mais carenciadas.
Ou seja, com quase 17 000 000.00€ (cerca de 3 400 000.00 contos) de orçamento camarário, com os investimentos do Estado no concelho e com os apoios da União Europeia (QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional), não falta dinheiro à autarquia para desenvolver o concelho…
O que falta é competência, arte e engenho!!!
Pedro Coimbra
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